domingo, 30 de novembro de 2014

Desafinadas Cores

Ei, não!
A mim não veles!
Finados é que sossegam nessa flama!
Reveles!
Laços, laços são. Nós, não.
Interpeles!
Lança-te ao enlaço, desato ou desatino.
Por fim, sossegues!
Não vaciles! Não mordo...
...com dentes!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

GRUPO VILAVOX LEVA ESPETÁCULO PREMIADO A JUAZEIRO



O Segredo da Arca de Trancoso”, do grupo Vilavox, de Salvador, melhor espetáculo infantojuvenil de 2012 pelo Prêmio Braskem de Teatro, faz apresentação única em juazeiro neste sábado, às 19h.


Sinopse:



Inspirado no universo dos contos orais brasileiros, o espetáculo utiliza técnicas de pernas de pau, máscara e músicas originais, para contar a história de um menino encarregado de levar uma arca de madeira até um local muito distante. Logo ele descobre que a tal arca, espécie de baú, parece ter o poder de transformar a vida de todos os que tentam ver o que ela contém. Numa sucessão de surpresas, homens e mulheres com toda sorte de intenções, animais falantes e criaturas fantásticas surgem no caminho do menino tentando tomar posse da arca, o que demonstra ser aquele estranho objeto muito mais poderoso do que se pode imaginar”.

Ficha técnica:
Encenação: Claudio Machado
Assistentes de Direção: Lilih Curi e Bruno Guimarães
Elenco: Claudio Machado, Fred Alvin, Gordo Neto, Manu Santiago, Márcia Lima e Ramona Gayão
Músicos: Joker Guiguio, Roberto Brito e Vagné Lima
Autor: Luiz Felipe Botelho
Direção Musical: Jarbas Bittencourt
Direção de Arte: Agamenon de Abreu
Direção e Assessoria no Treinamento de Máscaras: Isa Trigo
Direção Coreográfica e Preparação Corporal: Líria Morays
Preparação Vocal: Marcelo Jardim
Projeto e Execução de Luz: Fred Alvin e Josi Varjão
Operação de Luz: Patrícia Leitão
Projeto de Som: Maurício Roque
Operação de Som: Ivo Conceição
Orientação da Pesquisa Musical: Emília Biancardi
Cenografia: Agamenon de Abreu e Claudio Machado
Figurino e Adereços: Agamenon de Abreu
Fotos de Divulgação: João Meireles e Alessandra Nohvais
Produção e Realização: Grupo Vilavox/Arraial, Promoções, Eventos, Recreação e Lazer Ltda

Histórico do grupo:
Fundado em 2001, no Teatro Vila Velha, desde 2010 ocupa uma casa no bairro Dois de Julho em Salvador – A Casa Preta. Em sua nova sede novos desejos se insinuaram: a rua, o espaço não convencional, a itinerância. Espetáculos: Trilhas do Vila - 2002; Almanaque da Lua - 2003; Primeiro de Abril - 2004; Canteiros de Rosa - 2006; Labirintos - 2008 e O Segredo da Arca de Trancoso - 2012. Nestes 13 anos, além dos espetáculos, produziu oficinas, debates e intercâmbios com artistas e grupos locais, nacionais e internacionais.

SERVIÇO:
ESPETÁCULO
O Quê: O Segredo da Arca de Trancoso
Gênero: Teatro de Rua
Quem: Vilavox
Classificação etária: Livre
Duração: 90 minutos
Onde: Vaporzinho (orla II de Juazeiro)
Quando: 08/11, sab, 19h.

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OFICINA “MÁSCARA – A CARA DO PERSONAGEM”
Nesta oficina o grupo compartilha a pesquisa com a técnica de confecção e utilização de máscaras experimentada ao longo do processo de criação do espetáculo O Segredo da Arca de Trancoso. A idéia é partir da criação do molde negativo e positivo do rosto e explorar a modelagem de máscaras expressivas utilizando figuras reais como referência e estímulo para a criação de personagens.

SERVIÇO:
Dia 07/11/2014 (sexta-feira)
das 14 às 18h (confecção)
das 18 às 22h (utilização)
Local: Centro de Cultura João Gilberto
Inscrições pelo blog do Grupo Vilavox:
www.vilavox.blogspot.com
Público-alvo: Atores e estudantes de artes cênicas
Ministrante: Grupo Vilavox
Número de Vagas / Critério de Seleção
Serão disponibilizadas 25 vagas, sendo o critério de seleção: experiência e expectativa a partir da análise da ficha de inscrição, caso haja excedentes.

Contatos: 
Claudio Machado - Diretor (71 9179-6317 e 71 8773-0970)
Joedson - Produtor Local (71 9271-0893 e 87 8801-3496)

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Comentando o chão...

Por Joedson Silva

Quando adolescente ainda, quase adulto já, quis dizer palavras como essas do poeta que o texto seu aqui há de acompanhar. Queria afirmá-las como num recital, numa reunião de amigos, numa esquina, num bar, em algum quintal... Não sei... sei bem que as queria! "Do dentro para o fora", urgentemente! Como se delas eu fosse regente. Ou como se de mim por ventura brotado tivessem. A mim, à época, cabiam apenas uns curtos entendimentos, soltos em cada enunciado que ensaiava produzir sentido em mim. Me empolgava com o trecho final: "Que a arte nos aponte uma resposta", dizia eu, aos brados e era suficiente para me apaixonar. Muitos outros entendimentos passaram batidos, pela inexperiência da vida até ali vivida mesmo. 
Corri trecho. Descobri uns mundos. Segui alguns. Fui seguido por outros, mas, sobretudo, segui em frente. Conheci gente-gente e também gente nem tão gente assim. Grudei e desgrudei em algumas peles, noutras passeei somente. Suei camisa para  enxergar o quanto de vida que a vida leva para levar a nossa alma para qualquer lugar que se possa sonhar estar.
E hoje...
Bem, hoje recebi, como recomendação de leitura/escuta, de uma linda Malu(ca), a qual costumo chamar de "pequeno oráculo" - pequeno porque ela é pequena mesmo na altura, não na profundidade - as mesmas palavras que outrora eu diria sem saber, mesmo sabendo, que não sabia de nada. Essa pequena me fez voltar um pouco no tempo... nos sonhos... nos trilhos... nas ondas... nas asas que me queriam elevar... Essa pequena, que teima em me dar lições de amor'al, faz sempre questão de me espezinhar, diariamente, fazendo-me lembrar que "sim, está em mim e eu não retiro".
Muitos trechos do texto ainda soam pouco claros, visto que hoje cheguei a lugar algum, mas inda sigo e inda brigo para afirmar o tom que melhor ecoa em mim.
Não há como fugir do que grita de dentro!


Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
A outra metade é silêncio
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Pois metade de mim é partida
A outra metade é saudade
Que as palavras que falo
Não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas como a única coisa
Que resta a um homem inundado de sentimentos
Pois metade de mim é o que ouço
A outra metade é o que calo
Que a minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que mereço
Que a tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso
A outra metade um vulcão
Que o medo da solidão se afaste
E o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso
Que me lembro ter dado na infância
Pois metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade não sei
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o seu silêncio me fale cada vez mais
Pois metade de mim é abrigo
A outra metade é cansaço
Que a arte me aponte uma resposta
Mesmo que ela mesma não saiba
E que ninguém a tente complicar
Pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Pois metade de mim é plateia
A outra metade é canção
Que a minha loucura seja perdoada
Pois metade de mim é amor
E a outra metade também

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Pra ver

voar cerimoniosamente voar
sentir prazer em ti
ver sentir prazer
encher suavizar
em si em mim
em ti ser estar
eu voo sem mim
para ser estar ficar
permanecer ver o fim
chegar a mim a ti em paz
restabelecer      reconectar
tocar a mola     sair emergir

Joedson Silva - Petrolina, 01/02/2014 - às17h26min

sábado, 6 de julho de 2013

Desnudo

Desnudo-me agora,
senhora.
Devora-me as pregas
vocais!
Em muitos quintais,
inconsútil,
Revelo meu canto
inútil.
Degusta-me assim
pelo ar,
Deixando embrenhar-se
no ouvido
Palavras e sons,
sentidos,
Que estourem noutro
lugar.
Deslizo-me lento
e afável
Domando meus erros
em versos.
Lascivo, possesso,
Inefável.
E abraso teu corpo
imerso.

Joedson Silva
Petrolina, 05 de julho de 2013.
*Texto criado para abertura da intervenção musical "Desnudo", realizada durante o projeto Poesia no Quintal de Ana, do Sesc Petrolina.

sábado, 20 de abril de 2013

VELHAS NOVAS PAIXÕES...

Gosto do Augusto... um gosto...
Gosto dos seus Versos... Íntimos...
Gosto, porque gosto... dos Anjos!
Diferente dos meus versos... ínfimos.

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Versos Íntimos (Augusto dos Anjos)

"Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!"

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

SARAPOPEIA RETORNA AO SESC PETROLINA


"Vem com a gente falar poesia 

E com magia brincar de sonhar!"

Sarapopeia é um ritual, sarau, brincadeira, poética. Com uma coletânea de poemas vamos falando, jogando, musicando e a palavra ganha vida, vira imagem, ganha asas e se aninha no peito da gente feito passarinho. A palavra bendita pode ser dita de varias formas até formar nossa Sarapopeia. Nessa danação eu, tu, eles, viram nós e nos reconstruímos poesia nesse jeitinho Sarapopeia de olhar e dizer o mundo.


SARAPOPEIA - Poemas para crianças e para quem já foi criança também.

Leve a sua criança para viver poesia!

SERVIÇO:
O quê? SARAPOPÉIA (colagem de poemas)
Onde? SESC PETROLINA
Quando? DE 24/11 A 02/12 (SÁBADOS E DOMINGOS)
Que horas? 16 HORAS
Quanto? R$10 (INTEIRA) e R$5 (MEIA ENTRADA)

Direção: Thom Galiano
Intérpretes criadores: Ádila Madança e Rafael Moraes
Proposta pedagógica: Edneide Torres
Produção: Wechila Andrade

Realização: COLETIVO PASSARINHO E Trup Errante